Conhecer a si mesmo é o começo de toda Sabedoria (Aristótales).
Quando ficamos grávidas, são muitas as transformações pelas quais passamos. Começando por todas as mudanças no nosso corpo e metabolismo. Mas não param por aí. Mudamos a forma de enxergar o mundo e passamos a ser responsáveis por uma vida, além da nossa. Muitas vezes a relação com o nosso parceiro muda, com a nossa mãe, e claro, até com o nosso trabalho.
No meu caso, demorei a perceber que a grande mudança ocorreu dentro de mim mesma. Por isso, ainda levava a vida no modo “piloto automático” por muito tempo. Até porque, no início, mal tinha tempo para dormir, menos ainda para refletir sobre tudo o que estava passando.
Com o passar do tempo, fui acumulando insatisfações e uma sensação de esgotamento sem fim. Passei a culpar o meu entorno: que ter uma bebê alérgica era uma sobrecarga ainda maior, que o marido viajando muito à trabalho me tornava quase uma mãe-solo (não que seja um problema, mas não era a minha expectativa para a maternidade), que eu não tinha uma rede de apoio familiar para me ajudar, pois nossas famílias viviam no RJ e nós em SP e que estava me sentindo meio “perdida” no trabalho. Mas depois de um tempo percebi que as questões eram minhas e não do meu contexto.
De lá para cá, vivi um mergulho de autoconhecimento. Revisei meus valores e crenças, resgatei gostos e desejos, entendi mais meu propósito e o que de fato me faz bem. Mas me ajudou em vários aspectos da minha vida, especialmente a escolha da carreira que gostaria de seguir.
O autoconhecimento é isso. Te permite revisitar suas histórias, crenças e valores. Pode também te ajudar a descobrir novos desejos e sonhos. E deixar para trás aquilo que não faz mais parte da sua nova versão.
Claro que é um trabalho contínuo e que não para aqui. Por isso é importante um tempo só seu ou momentos de reflexão, aprender novas coisas, fazer aquilo que dá prazer ou qualquer outra possibilidade de dedicação ao nosso autoconhecimento.